Onze de setembro de dois mil e oito
Publicado em 11 setembro 2008 por Sagaz Carvalho @ AAAAA!, Campos, Noticiário, Política |Ontem o LHC (Large Hadron Collisor, não confunda com Liceu de Humanidades de Campos) foi ativado e até o momento não fui informado do fim do mundo. Dammit! Hoje faz alguns anos desde o dia em que bullshit resolveu brincar de boliche em NY e fazer um spare com as torres do WTC e arrumar um motivo pra fazer guerra com o mundo árabe pra ganhar petróleo.
Até agora nenhum buraco negro engoliu o planeta, seguimos em frente então.
Ontem fui no tal seminário sobre política na UENF, um monte de dotô na mesa falando um monte de coisa. Até que falaram algumas coisas úteis que podiam ser levadas em consideração, mas teve muita puxação de saco principalmente em relação a um dos membros da mesa, o vice-prefeito érre-agá. Auditório vazio, como se podia esperar de um debate sobre política em Campos.
A repórter do Monitor Campista procurou no auditório o único aluno do CEFET presente pra fazer algumas perguntas (sim, ela viu o jaleco azul-encardido surrado e perguntou: -você estuda no cefet?) na hora eu pensei se um aluno de tecnologia do cefet vale mais do que um punhado de alunos de ciencias socias e políticas da uenf (não levem isso a sério! não me linchem). Na hora que a repórter perguntou o que eu achava do evento respondi que era bom pra população buscar uma informação diferente da encontrada na mídia, mas na matéria que saiu trocaram a mídia por propagandas eleitorais.
Seria esse o entendimento dos jornalistas locais de que todo meio de comunicação (old-fashioned) da planície na verdade seja apenas um panfleto eleitoral?
Mas teve uma parte que não tentaram mudar o que foi dito:
”Não espero muito dos políticos atuais, mas tenho esperança de que alguma coisa nova aconteça entre elas, inclusive, a saída destes grupos políticos que comandam a cidade há muitos anos”, comentou.
Essa parte foi quase uma mensagem subliminar dizendo pro povo não votar em arnaldo, rosinha, feijo, semelhantes e coligados. Que existe uma solução.
É, já falei sobre ontem, o mundo ainda não acabou, sigamos em frente.
Ah, pera aí! Teve uma hora que um aluno da UENF disse que só a UENF pode mudar a situação política em Campos… Nessa hora pensei: tamo fudido! - assim mesmo. Nada contra a universidade e seus alunos, só que não acredito que alguém possa achar que sozinho ou que só um grupo que não tem tanta influencia possa fazer uma revolução… Aquele debate de ontem seria muito importante se tivesse mais gente lá pra debater, mas se nem os alunos daquela universidade conseguirar pelo menos encher metade daquele auditório, aquilo lá foi apenas experiência pessoal… espero que nas reuniões da semana que vem tenha mais gente! (deve ter, mas muito puxa-saco dos candidatos que vão participar do debate a tarde…) Isso se o LHC não acabar com o mundo, o que até agora não fez, permitindo que eu termine esse texto incoerente e que bullshit arrume mais um país pra adicionar no Eixo Cartesiano do Mal.


