Ainda não acabou
Publicado em 22 julho 2008 por Sagaz Carvalho @ AAAAA! |![]() |
| O Brasil cresce quando o estudante sai às ruas |
Quando li a pergunta “Existe Movimento Estudantil em Campos?” logo pensei no passado e um pouco no presente. Pensei nos dias de luta que passei quando era gremista, pensei (e senti um pouco de tristeza) no abandono daquele grêmio que em 2005 fez 60 anos e ninguém comemorou, os que estavam lá nem sabiam disso…
Tanto eu quanto outros autores postaram sobre o passado, as manifestações que fizeram e suas conquistas. Todos concordam que o ME aqui na planície tá moribundo (tem quem acredite que já morreu).
É certo que a juventude está muito acomodada, não quer saber dos direitos que tem e pouco se importa se os estão tirando. A maioria mesmo só quer saber de “créu” e afins… Mas sempre tem alguém com coragem pra levar uma proposta de ação a sério.
![]() |
| Pra rua, povão! |
Mas onde está esse sujeito? Muitas vezes os pais não querem que seus filhos entrem nessa vida de doido. Não querem ver seus filhos com um bando de maconheiros (vou completar 5 anos de ME e nunca usei droga alguma, nem de cigarro comum eu chego perto) ou então nas escolas a repressão da diretoria que não quer saber de grêmio fazendo baderna… Esse preconceito por parte dos mais velhos desestimula o jovem, que acaba perdendo uma grande oportunidade de aprender política na prática.
Algumas ações podem ser um grande estímulo
![]() |
| O jovem no alto |
No começo desse mês realizamos lá no CEFET um debate sobre a transformação em instituto, não deu muita gente, mas muitos dos que foram se interessaram no assunto, alguns até me pediram informações sobre grêmio e tal…
Ano passado teve o seminário de políticas públicas para a juventude, onde lotamos o auditório pra debater temas atuais e formular propostas de lutas e até entregamos um projeto de lei (primeiro emprego) na câmara (provavelmente ignorada, eles só querem saber da própria grana).
Enfim, não preciso ser psicólogo pra saber que jovem precisa de estímulos. Desafios nós temos todo dia, mas estímulo mesmo nada! O movimento tem estado meio morto por causa de alguns oportunistas que se acham “estudantes de verdade” mesmo sem há meses entrar numa sala de aula.





